Médico é indiciado por abuso sexual contra pacientes em São João de Meriti

O ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira, de 71 anos, teria praticado os abusos durante consultas que exigiam exames com toque, como o preventivo


Por: Redação

Publicado em: 05/06/2026

Carlos Alfredo Mendes de Oliveira foi indiciado pelo crime de abuso sexual durante consultas médicas

Foto: Reprodução

O médico ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira, de 71 anos, foi indiciado pelo crime de abuso sexual durante consultas médicas em São João de Meriti. Segundo as denúncias feitas à Polícia Civil, os episódios ocorreram durante exames ginecológicos e preventivos. 7 vítimas formalizaram queixa contra o profissional.


Uma delas afirma que foi puxada pelo médico e que, durante uma avaliação das mamas, ele teria se aproximado fisicamente de forma inadequada. Outra mulher disse que o atendimento se prolongou por cerca de 30 minutos e que houve toques que, segundo ela, não tinham relação com o procedimento. Uma terceira paciente contou que o profissional teria feito perguntas e adotado comportamentos que a deixaram intimidada.


Uma das mulheres que acusa o médico publicou um relato nas redes sociais:


"Era para ser um dia normal aquele 28/01/2026, mas não foi. Depois daquele dia, nenhum outro tem sido normal. Eu nunca havia feito qualquer exame ginecológico com um médico homem, então não sabia que era necessária a presença de uma secretária durante o procedimento. Naquele dia, não havia acompanhante para nenhuma paciente. Ele era bem educado, bem 'atencioso', fazendo com que eu me questionasse se estava louca ou se era tudo normal e, ao mesmo tempo, me fazendo pensar: não acredito que estou passando por isso. E não, eu não dei liberdade ou 'confiança' para que tudo isso acontecesse", relatou a paciente.


Atualmente, Carlos Alfredo está impedido de exercer a medicina em todo o país por determinação judicial. Um dos consultórios utilizados pelo médico funcionava em um prédio comercial no Centro de São João de Meriti. Durante investigação, funcionários da recepção informaram que Carlos Alfredo permanecia realizando atendimentos no local normalmente.


O médico é alvo de um procedimento em tramitação no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que corre sob sigilo, conforme prevê o Código de Processo Ético-Profissional. Em nota, o Conselho informou ainda que foi instaurada uma sindicância para apurar os fatos mais recentes.