Ao menos 40 ônibus precisam alterar trajeto em Duque de Caxias por operação da PM

Além disso, dois ônibus são usados como barricada


Por: Ana Paula Jaume, CBN

Publicado em: 03/02/2026

Ônibus usado como barricada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ao menos 40 ônibus estão com trajeto alterado no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por causa da operação da Polícia Militar.


Dois deles foram usados como barricadas em retaliação a essa ação da PM que acontece, nesta terça-feira (3), no Complexo da Mangueirinha e no Corte 8, contra o tráfico de drogas e roubos de carga e veículos na região.


Essa informação foi confirmada pela Semove, que representa as empresas de ônibus da Baixada.


Há relatos de ônibus atravessado na Avenida Coronel Sisson, em Imbariê na altura da chegada à Parada Angélica. A via está bloqueada nos dois sentidos, a partir do Arco Metropolitano.


A Semove informou que todas as linhas que ligam Magé, Piabetá e Parada Angélica a Caxias e à Central do Brasil não estão operando, sendo desviadas por outros itinerários. Semove diz que as empresas Trel, União, Vera cruz e Machado foram afetadas.


Nas primeiras horas da manhã, moradores gravaram um vídeo de um helicoptero que seria da policia militar sobrevoando o Morro do Sapo em Olavo Bilac.


Até agora, uma grande quantidade de drogas foi apreendida dentro de uma casa no Corte 8.


Veja a nota completa:


'A Semove lamenta profundamente os casos de ônibus utilizados como barricadas e reforça que o setor de transporte mantém atuação contínua em parceria com as autoridades de segurança, oferecendo apoio às ações de prevenção e repressão à violência no transporte público. O setor já conta com o SAFE, ferramenta integrada à Polícia Militar que reúne dados sobre vandalismo e assaltos registrados no Instituto de Segurança Pública, além da parceria ativa com o Disque Denúncia. Os ataques comprometem a mobilidade urbana, afetam diretamente a população e colocam em risco a integridade física e psicológica dos colaboradores das empresas de ônibus. Também geram prejuízos operacionais, já que os veículos precisam passar por reparos e deixam de atender a população nesse período. A Semove orienta que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja repassada ao Disque Denúncia (2253-1177). O anonimato é garantido, inclusive para mensagens enviadas via WhatsApp. Todas as linhas que ligam Magé, Piabetá e Parada Angélica a Caxias e à Central do Brasil não estão operando, sendo desviadas por outros itinerários. As empresas Trel, União, Vera cruz e Machado foram afetadas'.